sexta-feira, 25 de julho de 2008

Carson McCullers



“First of all, love is a joint experience between two persons — but the fact that it is a joint experience does not mean that it is a similar experience to the two people involved. There are the lover and the beloved, but these two come from different countries. Often the beloved is only a stimulus for all the stored-up love which had lain quiet within the lover for a long time hitherto. And somehow every lover knows this. He feels in his soul that his love is a solitary thing. He comes to know a new, strange loneliness and it is this knowledge which makes him suffer. So there is only one thing for the lover to do. He must house his love within himself as best he can; he must create for himself a whole new inward world — a world intense and strange, complete in himself. Let it be added here that this lover about whom we speak need not necessarily be a young man saving for a wedding ring — this lover can be man, woman, child, or indeed any human creature on this earth.

Now, the beloved can also be of any description. The most outlandish people can be the stimulus for love. A man may be a doddering great-grandfather and still love only a strange girl he saw in the streets of Cheehaw one afternoon two decades past. The preacher may love a fallen woman. The beloved may be treacherous, greasy-headed, and given to evil habits. Yes, and the lover may see this as clearly as anyone else — but that does not affect the evolution of his love one whit. A most mediocre person can be the object of a love which is wild, extravagant, and beautiful as the poison lilies of the swamp. A good man may be the stimulus for a love both violent and debased, or a jabbering madman may bring about in the soul of someone a tender and simple idyll. Therefore, the value and quality of any love is determined solely by the lover himself.

It is for this reason that most of us would rather love than be loved. Almost everyone wants to be the lover. And the curt truth is that, in a deep secret way, the state of being beloved is intolerable to many. The beloved fears and hates the lover, and with the best of reasons. For the lover is forever trying to strip bare his beloved. The lover craves any possible relation with the beloved, even if this experience can cause him only pain.”

The Ballad of the Sad Cafe

"conceived in that Sense of the Awful which is the desperate black root of nearly all significant modern art."  Tennessee Williams

quarta-feira, 23 de julho de 2008

POWER POINT!!!



macarronada psicodelica.
clipe lindo, música mais linda ainda
coisas simples que eu adoro

sábado, 19 de julho de 2008

sexta-feira, 18 de julho de 2008

quarta-feira, 16 de julho de 2008

quinta-feira


Meu curta WANDER vai passar nessa mostra!

domingo, 13 de julho de 2008

Chicken Dance



Priceless..kokokotcha!

sábado, 12 de julho de 2008

My cat inside

O meu gato, primeira coisa, pensa que é gente
O meu gato pensa que é meu namorado, é ciumento, não me olha na cara por dois dias quando durmo fora, mesmo ele sendo uma puta quando lhe convém
O meu gato deita na minha barriga quando eu tô com cólica e resolve mais do que qualquer bolsa de água quente ou analgésico
O meu gato sabe quando eu tô carente e me mima
O meu gato sabe o quanto eu sou chata e me ignora
O meu gato fica de guarda no portão quando sente que alguma criatura quer me fazer mal e não deixa ela entrar
O meu gato é uma coruja, e é também um coalinha
O meu gato dá beijinho de esquimó no livro que eu tô lendo
O meu gato aperta os olhinhos e fica curtindo chopin e sonic youth
O meu gato foi artista em outras vidas
O meu gato é artista nessa vida
O meu gato fala quando é pra eu ficar em casa
O meu gato vai pra balada, joga pôquer, bebe rum, arranja uma pussy e volta pra casa imundo, mas feliz
O meu gato entra no armário dos pulôveres mais quentinhos das segundas-feiras mais geladas
O meu gato dorme no meu travesseiro e abraça minha cabeça com as unhas pra eu sonhar gostoso
O meu gato brinca com o outro gato pra não esquecer que também é gato
O meu gato dorme no sol pra eu entender que eu não preciso me preocupar.

segunda-feira, 7 de julho de 2008


sábado, 5 de julho de 2008

resumindo

"Assim meu propósito não é ensinar aqui o método que cada um deve seguir para bem conduzir sua razão, mas apenas mostrar de que maneira procurei conduzir a minha. Os que se metem a dar preceitos devem se julgar mais hábeis que aqueles a quem dão; e, se falham na menor coisa, merecem ser criticados. Mas, ao propôr este escrito apenas como um história, ou, se quiserem, como uma fábula na qual, entre alguns exemplos possíveis de imitar, talvez se encontrarão vários outros que se terá razão de não seguir, espero que ele seja útil a alguns sem ser prejudicial a ninguém, e que todos ficarão satisfeitos com minha franqueza."
Descartes, Discuro do método

"Diletantes, Diletante! -Assim os que exercem uma ciência ou uma arte por amor a ela, por alegria, são chamados com desprezo por aqueles que se consagram a tais coisas com vista ao que ganham, porque seu objeto dileto é o dinheiro que têm a receber. Esse desdém de baseia na sua convicção de que ninguém se dedicaria seriamente a um assunto se não fosse impelido pela necessidade, pela fome ou por uma avidez semelhante. O público possui o mesmo espírito e, por conseguinte, a mesma opinião: daí provém seu respeito habitual pelas "pessoas da área" e sua desconfiança em relação aos diletantes. Na verdade, para o diletante, ao contrário, o assunto é o fim, e para o homem da área é o meio. No entanto, só se dedicará a um assunto com toda a seriedade alguém que esteja envolvido de modo imediato e que se ocupe dele com amor, con amore. É sempre de tais pessoas, e não dos assalariados, que vêm as grandes descobertas. "
Schopenhauer, A arte de escrever

sábado, 28 de junho de 2008

Sobre Hodgkin


"Sou um pintor representacional, mas não um pintor de aparências", é assim que se apresenta. "Faço pinturas representacionais de situações emocionais." Observem que diz "situações emocionais" e não "emoções".

Susan Sontag, em "Questão de Ênfase"

segunda-feira, 23 de junho de 2008

pega a tesoura, corta a rede e se joga

que lá fora tá muito mais legal

sábado, 21 de junho de 2008

Eu não quebro todas as garrafas do bar
Porque eu nasci uma Lady

Eu não vou chutar todas as gôndolas
Porque eu nasci uma Lady

Eu não xingo todos de idiota nessa festa babaca
Porque eu nasci uma Lady

Eu nunca vou te dizer tudo que penso
Porque eu nasci uma fucking Lady

quinta-feira, 19 de junho de 2008

da dúvida eu gosto. são as certezas que me angustiam.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

nada

mais a dizer
só a sensação de ter algo a dizer

hoje

eu só gosto da métrica se ela for acidental.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

HAPPY BIRTHDAY TO YOU
HAPPY BIRTHDAY TO YOU
HAPPY BIRTHDAY DEAR JULÍSSIMA
HAPPY BIRTHDAY TO YOU

WE LOVE YOU BERY BERY MUCH!!!

quarta-feira, 11 de junho de 2008

anivesálio julinda san

cidade fantasma





sábado, 7 de junho de 2008

PATHOSlógico

hahahaha. que gênio.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

mister lonely


eu ia querer ser o marlon brando, o james dean, o mick jagger, o bowie, o cash, elvis, nick,tom, bob, kurt, hank, robert, peter, ben, neil, henry, jonathan, ian, jack, jim, joe,john, johnny, charles, charlie, mike, michel, sean, bill, keith, mark, serge, lou, leonard, vincent, klaus...

terça-feira, 3 de junho de 2008

três

dois


um

alguém uma vez falou que quando morre um, morrem vários. e que normalmente o número é o 3.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

domingo, 1 de junho de 2008

i love you ian curtis

meu coração ficou com você naquela sala de cinema.
e naquele disco.
pelo menos você que sentia tanto conseguia pôr pra fora.
já eu só ando em círculos.

escher

eu percebo que isso tá cada vez mais constante.
parece que depois que essa portinha foi aberta não tem jeito de trancar de volta.
e por mais que às vezes ao atravessar o corredor pra onde ela abre eu acredite que vá me levar a um outro lugar, sempre acaba dando nela de novo.