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sexta-feira, 6 de março de 2009

semana produtiva

maldita vougue, mais politicamente incorreto do que nunca, do jeito que a gente gosta.










segunda-feira, 28 de julho de 2008

Amigo Punk

O videoclipe que dirigimos da música do Amigo Punk Wander Wildner vai passar na Mostra Internacional de Curta Metragem nessas datas:

#Terça, dia 26 de agosto às 21hrs
Espaço Unibanco de Cinema R. Augusta, 1470
#Quarta, dia 27 de agosto às 15hrs
Cine Olido Galeria Olido - Av. São João, 473
#Quinta, dia 28 de agosto às 22hrs
Unibanco Arteplex R. Frei Caneca, 569, 3º piso

e parece que vai ter drinks da vodka SKYY!

quarta-feira, 16 de julho de 2008

quinta-feira


Meu curta WANDER vai passar nessa mostra!

segunda-feira, 7 de julho de 2008


terça-feira, 20 de maio de 2008

Não quero mais brincar de ser o fantasma do Gaiman que representa a dor. Minha mãe sempre me disse que eu sou assim porque quando ela tava grávida de mim, meu bisavô, que era a pessoa que ela mais amava no mundo, morreu. E toda a tristeza que ela tava sentindo naquele momento eu absorvi pra mim. Pode ser, eu já devia gostar dessas coisas desde o útero. Desde que me lembro isso tudo sempre esteve lá. Aqui.
Quero terminar meu video, filmar Isobel e ir trabalhar outro tema. O video é meio que sobre criação, e a criação pra mim sempre teve relação com a dor, como tema ou processo. E Isobel, bom, Isobel vocês vão ter que ver quando estiver pronto. Ela sofre pra caralho, poor thing, mas é como é.
Já vislumbro um tema que tem me interessando muito, que é a Estrada, cresce a cada dia a vontade de fazer meu Road Movie (todo diretor devia fazer o seu). A Estrada e o que ela significa parecem ser a coisa certa para suceder esses projetos, a idéia de sair por aí num lugar que não é o meu, deixar tudo pra trás, ser uma pessoa qualquer, sem passado, um outsider, que vai experimentando a vida sem expectativa de nada, enxergando o mundo por outra perspectiva, onde tudo é novo, o horizonte é mutante, você é livre e não deve nada a ninguém. Isso me atrai muito.
Acho que é um caminho.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Amigo Punk




Videoclipe de Amigo Punk, de Wander Wildner
direção: Julia Portella e Melina Schleder.
Produção: Tô Me Divertindo Filmes
Fotografia: Pozzitrev
Edição e finalização: Pozzitrev e Rafael "Crocodilo filmes"

amigo punkeeeeee estréia terça-feira dia 13 de maio às 20h na MTV.

e vai passar no show de lançamento do disco "La Cancion Inesperada", quinta-feira dia 15 de maio no Sesc Pompéia.

http://www.wanderwildner.com.br/

http://mtv.uol.com.br/drops/drops.php?id=37291

segunda-feira, 5 de maio de 2008

la douleur


"A Dor é meu campo de trabalho. Dar significado e forma à frustração e ao sofrimento. O que acontece com meu corpo tem que receber uma forma abstrata formal. Então pode-se dizer que a dor é o preço pago pela libertação do formalismo."
Louise Borgeois
.
" A Dor é uma das coisas mais importantes da minha vida. A palavra "escrito'" não seria adequada. Encontrei-me diante de páginas metodicamente repletas de uma letra extraordinariamente regular e calma. Encontrei-me diante de uma fenomenal desordem do pensamento e do sentimento que não ousei tocar, e comparada à qual a literatura me envergonha"
Marguerite Duras


sexta-feira, 2 de maio de 2008

Texto do Gabriel que vai entrar no meu video ainda sem nome, ainda sem forma, mas que tá me dando muito prazer.
Tantas imagens lindas aí em baixo:

Antes da casa, veio o homem, que de súbito, quis se construir. Achou a melhor das maneiras, aquela de se destruir. Se desfazer em partes pra se organizar melhor, mais eficiente, ou não. Pensou por um tempo, para elaborar a melhor maneira de começar. Sabe que o que divide é faca, então pegou, e foi cortar.
Começou pelo pé, que alcançava melhor. Segurou firme em seus dedos, todos espremidos. Ficou com as pontas dos pés brancas e achou aquilo bonito, puro. Pensou que o melhor seria tirar o sangue, pois não queria partes molhadas, vermelhas. Pensou que isso atrapalharia os blocos de sua construção.
Lembrou da galinha que alguém comeu, e que para o molho, primeiro pendurou a galinha de cabeça para baixo para tirar o sangue. Como ele se penduraria? Olhou para a trave que corria o teto, e jogou a corda que lhe amarrava o pé por cima da trave amarrada em uma cadeira que estava em cima de trinta e três cadeiras. Quando chutou a primeira cadeira, as trinta e duas cadeiras caíram e puxaram seu pé para a trave. Ficou satisfeito. Então pegou a faca e lhe cortou o pescoço, como o da galinha, rápido e fundo.
Quando acordou e se viu branco, resignou se com o roxo que veio junto com o branco. Roxo e um pouco de preto. E verde. Mas achou aquilo puro, formal.
Começou pelo pé que alcançava melhor. Segurou firme em seus dedos, todos espremidos, mas ainda roxos, pretos, e verdes, e brancos. Cortou o primeiro pé fora, e não sentiu nada. A panturrilha foi mais rápido, e a coxa demorou mais. Pensou em separar o fêmur em duas partes, para perder mais forma, e ser mais peça. Continuou e foi cortando. Não sentia nada. Só cortava, pensando que dali sairia, pleno, construído, realizado.
Quando começou a cortar a última mão, ficou aflito, na verdade excitado. Queira poder começar a se construir logo, para poder se abrigar se conhecer, e a partir daí se formar no que quisesse, no que quisesse. Com fluidez. As possibilidades seriam infinitas, e ele nunca mais sentiria angustia, pois poderia se reagrupar sempre, rearticulando.
No fim, quando viu-se lá, partido, nem mais partido, pois não se juntava mais, Não havia mais memória do que foi um dia, era apenas coisa, não tinha mais lugar para alma, vida. Viu-se coisa. Viu-se objeto, frio, inerte, sem a possibilidade de se reagrupar, sem articulações para articular. Ficou lá, espalhado, conformado, sozinho. Lamentou-se.


Gabriel Zimbardi

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

miau!


Em 2008 sai os quadrinhos dos gatos.