quarta-feira, 8 de setembro de 2010

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

"ART OFFERS THE POSSIBILITY OF LOVE WITH STRANGERS…"
WALTER HOPPS

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

como não amar isso?

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Zoo Song - Nuts in May[Mike Leigh]

mike leigh muito antes dos dramões

sábado, 14 de agosto de 2010

quarta-feira, 30 de junho de 2010

terça-feira, 29 de junho de 2010



quinta-feira, 3 de junho de 2010

fool's gold/bande a part




Franz would have given a lot...

His gold watch, his American books,

his two hands, he didn't know exactly...

But he would have given a lot

to console Odile.

One only had to look at her

to realize the world

was crumbling around her.

domingo, 16 de maio de 2010

laerte

quarta-feira, 5 de maio de 2010

terça-feira, 4 de maio de 2010

lovely!

vale a pena caçar nos sebos. diversão garantida, como sempre.

sábado, 24 de abril de 2010

"The Empyrean é uma história que não tem nenhuma ação no mundo físico. Ela ocorre nos espíritos de todas as pessoas ao longo de suas vidas. O único outro personagem é alguém que não vive no mundo físico, mas está lá dentro, no sentido de que ele existe nas mentes das pessoas. A mente é o único lugar que nada pode ser tão verdadeiro para existir. O mundo exterior é apenas conhecido para nós como ele aparece dentro de nós pelo testemunho dos nossos sentidos. A imaginação é o mais real do mundo que nós conhecemos, porque cada um sabe em primeira mão. Ver as nossas ideias tomando forma é como ser capaz de ver o sol nascendo. Não temos equivalência ao grau de pureza disto no nosso mundo exterior. No mundo exterior, parece que cada um de nós somos uma coisa e sempre também uma infinidade de outras coisas. Dentro para fora e de fora para dentro são intermináveis. Tentamos achar uma forma de respirar."
John Frusciante, sobre seu disco The Empyrean

segunda-feira, 19 de abril de 2010

será que nessa sexta estréia mesmo?


quero ver no cinema, porra!

terça-feira, 23 de março de 2010


sábado, 20 de fevereiro de 2010

só para loucos

"Muitos artistas pertencem a essa espécie. Essas pessoas todas sabem que têm duas almas, dois seres dentro de si, nos quais o divino e o diabólico, o sangue da mãe e o sangue do pai, a capacidade para a felicidade e para o sofrimento, estão de modo tão apertado e conflituoso como o lobo e o homem estavam dentro de Harry". Tais pessoas estão "perto do coração selvagem", mas sabem também "que o homem talvez não seja somente uma fera estúpida, mas também um filho de Deus, destinado à imortalidade".

fragmento do "Tratado do lobo da estepe", Hermann Hesse.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010




quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

amado

Filmes de Eric Rohmer irão sobreviver por muito tempo

Será difícil não reconhecer a obra do cineasta, morto na última segunda, como um grande momento do cinema francês no fim do século 20 e início do 21

INÁCIO ARAUJO CRÍTICO DA FOLHA

Dos cinco "jovens turcos" da revista "Cahiers du Cinéma" que revolucionaram o entendimento do cinema nos anos 50 do século passado, Eric Rohmer era o mais velho. Foi também o último a se tornar conhecido -pois não seria justo dizer que foi o último "a fazer sucesso".

Sua personalidade é mais ou menos o oposto daquilo que, cada vez mais, pede a indústria cinematográfica: presença em festivais, fotos nas revistas, declarações para a imprensa. Presença mundana e profissional, enfim. Raramente dava entrevistas. Não se deixava fotografar para evitar que, tornando-se conhecido, já não pudesse circular livremente por Paris. Recusava-se a frequentar festivais de cinema.

Sua obra é, de certa forma, um espelho fiel da personalidade. Rohmer nunca fez concessões à indústria, evidentemente. Não fez concessões nem a seus amigos da "Cahiers": quando se tornou redator-chefe, continuou a dar mais atenção aos clássicos do que aos modernos (inclusive aos filmes da nouvelle vague), de tal modo que precisou ser, a horas tantas, substituído por Jacques Rivette (operação traumática, que resultou em anos de afastamento da revista dele e dos redatores mais próximos a ele). Esse momento marcou também o fim da fase "amarela" da revista francesa.Sua obra compõe-se, basicamente, de três séries previamente planejadas: "Contos Morais", "Comédias e Provérbios" e "Contos das Quatro Estações". A eles acrescentou trabalhos de maior produção, para os quais era em geral contratado, como "A Marquesa d'O", "Perceval le Galois", nos anos 70, ou, mais recentemente, "A Inglesa e o Duque". São os "pequenos filmes", no entanto, que marcam seu modo de produzir cinema: filmagem com pouquíssimos técnicos (em geral não mais de três), atores jovens colaborando em atividades desde cenografia e escolha de figurinos até empurrar o carrinho de "travelling" quando isso se impunha. Com isso, Rohmer conseguia a independência total, isto é, não dependia de concursos ou subvenções estatais para fazer seus filmes.O espectador "normal" (não afeito ao acompanhamento do cinema em geral) viu Rohmer, por muito tempo, como um temperamento literário perdido no cinema, já que seus filmes eram excessivamente falados. Ele desdenhava desse tipo de comentário: entendia que suas histórias só tinham sentido no cinema.

Os cinéfilos, a parte mais paciente deles, em todo caso, percebiam que seus filmes eram um estranho e atraente tipo de monólito. Não se preocupavam nunca em nos seduzir. Nem em nos encantar. Dizia que, se poesia havia num filme, ela devia vir das coisas filmadas, nunca da maneira de filmar. Seu enquadramento nunca procura se notabilizar diante de uma paisagem ou "fazer bonito".

Suas histórias recusavam qualquer tipo de simbolismo ou "profundidade". Entendia que o cinema não é feito para "pensar" nem para "dizer", e sim para mostrar. Esse seu fundamento, naturalmente, redunda num realismo radical e em histórias quase banais, vividas por pessoas comuns, em que escolhas pessoais, amores, acasos entravam no jogo. Nunca a psicologia.

Fala-se muito, de fato (como os franceses, mestres da verbalização). Mas, com um pouco de persistência, o espectador perceberá um dos pontos-chave da obra de Rohmer: uma sutil distinção entre aquilo que os personagens entendem que seja a realidade e os fatos propriamente ditos.O reconhecimento veio aos poucos para esse autor (que detestava ser chamado de "realizador"). Fora dos círculos especializados, partiu, curiosamente, dos EUA, onde seus filmes tinham larga audiência e onde sua descrição da vida dos franceses era muito mais apreciada do que na própria França.

Ao contrário de cineastas que por vezes encantam no momento e logo são esquecidos, a obra que deixa, vasta, cultíssima, enigmática, certamente sobreviverá a ele por muito tempo e será difícil não reconhecê-la como um dos grandes momentos do cinema francês na segunda metade do século 20 e neste início de 21.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

taking woodstock

ang lee e a américa, os sonhos e as guerras. com muito amor.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Las películas hay que terminarlas, aunque sea a ciegas














Dose dupla de Almodóvar ontem. Depois de "Abraços Partidos" tive que rever "Mulheres à beira de um ataque de nervos". Amo a cena em que o Ivan dubla Johnny Guittar. Ah, se todos os homens fossem como Johnny... Mas Ivan, claro, não é.
Senti que o Almodóvar perdeu muito de sua inocência de um filme para o outro, mas creio que não se pode permanecer inocente para sempre.
"Abraços Partidos" é lindíssimo, ataca os sentimentos. Me emocionou em muitos momentos, me fez também querer ouvir a voz de Jeanne Moreau e, principalmente, me inspira, me enche de vontade de filmar, escrever, fotografar... E eu amo ele por isso. E estou apaixonada pela Penélope Cruz. Que linda!

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

ella

terça-feira, 20 de outubro de 2009

perspectiva falsa




Mê, ó nossos pássaros em perspectiva falsa aí! É tudo mentira! Adoooro!

Adoro gente imbecil!


quinta-feira, 15 de outubro de 2009

JOÃO PEREIRA COUTINHO
Bastardos gloriosos

Tarantino é um mestre das preliminares; ele sabe que a piada está no adiamento da piada

Saio de casa para assistir a "Bastardos Inglórios", o último filme de Quentin Tarantino. Trinta minutos depois, a dúvida metafísica: sair ou não sair, eis a questão.
Decido ficar. Decido bem. A minha saúde pode não aguentar tanta risada. Mas, ó deuses, se eu morrer agora, morrerei feliz.
E morrerei feliz pelas exatas razões que perturbaram a crítica "séria" e "moralista", sobretudo na Europa. Quentin Tarantino parodiou a Segunda Guerra Mundial e transformou os judeus nos verdadeiros carrascos do processo?
O meu reino não é deste mundo. Envio apenas um conselho aos filistinos: quem quer saber história, estuda e lê história. Salas de cinema são salas de cinema. Repitam comigo. E repitam também: "Bastardos Inglórios" é, primeiro que tudo, um filme sobre o cinema. Ou, precisando, um filme sobre o poder literalmente salvífico e redentor que o cinema tem sobre a história.
Começa por ter esse poder na própria transfiguração da verdade. Vocês, caros leitores, estão habituados a filmes sobre o Holocausto onde os judeus são meros carneiros nas matanças nazistas? Filmes de um sentimentalismo vulgar que apenas diminui o sofrimento real e inimaginável, e por isso mesmo infilmável, dos judeus na Segunda Guerra?"Bastardos Inglórios" começa por subverter o clichê: os judeus, agora, não são apenas vítimas; também são vingadores, matando nazistas com uma violência paródica e catártica. Liderados por um "redneck" da América profunda (Brad Pitt, primoroso), eles aterram na França ocupada para matar alemães como se matam ratazanas. À paulada.
Paralelamente às pauladas, encontramos também uma sobrevivente judia e francesa, Shosanna (Mélanie Laurent, primorosa), que também ajuda os "Bastardos". Depois de ver a própria família massacrada pelas "ratazanas", ela resolve tratar do assunto montando a sua vingança. Pelas chamas.
Não é fácil aceitar essa inversão essencial de papéis. Desconfio, aliás, que é exatamente por isso que a política defensiva de Israel, hoje, continua a provocar tanta fúria na consciência piedosa do mundo. Como é possível que os judeus, nossos eternos cachorrinhos de estimação, sejam também lobos contra os seus inimigos? Gostamos das vítimas enquanto elas são vítimas. Tarantino explode essa covardia suave.
Mas "Bastardos Inglórios" não se limita a usar o cinema para conceder uma retribuição fantasiosa às vítimas da história. Em "Bastardos Inglórios", é também no cinema, espaço físico de destinos alternativos, que se constrói um desfecho histórico alternativo.
Não sabemos o que teria sucedido à Alemanha se Hitler tivesse sido eliminado em 1939, ou em 1943, ou em 1944: três datas, três tentativas sérias. Provavelmente, o Reich teria desabado mais cedo. Mas sabemos que, em "Bastardos Inglórios", Hitler e seus gângsteres são eliminados na sala de cinema. Como se a sala de cinema fosse também um tribunal último, capaz de repor um simulacro de Justiça num mundo tão radicalmente injusto. Existe humor em Tarantino. Existe violência. Existe, palavra essencial, extravagância. Mas o amor ao cinema, como arte e possibilidade, é provavelmente maior do que a soma das três partes.Disse humor, disse violência, disse extravagância exatamente por essa ordem. Reitero. Esse trio explica a minha estima literária por Tarantino, um diretor que, antes de pensar com imagens, pensa com palavras. Haverá algum diretor vivo que escreva diálogos como Tarantino?Sim, Woody Allen seria um nome válido. Mas Woody Allen é um mestre do "punch line", essa procura desesperada da piada inesperada. Tarantino é um mestre das preliminares. Ele sabe que a piada está no adiamento da piada. Por isso os diálogos de Tarantino nos parecem tão luminosos, no sentido espiritual do termo: eles são a última exibição de racionalidade antes da carnificina irracional.Em "Cães de Aluguel", os bandidos discutem o significado real do tema "Like a Virgin", de Madonna, momentos antes do assalto bancário que corre barbaramente mal. Em "Pulp Fiction", meditamos com Jules (Samuel L. Jackson) e Vincent (John Travolta) sobre o significado sexual de uma massagem nos pés, momentos antes de massacrarem um grupo de pagadores relapsos.
Em "Bastardos Inglórios", esse prazer sádico de esticar a corda é cultivado da primeira à última sequência. Como se os diálogos fossem meras antecâmaras de uma violência que se promete e anuncia.E, quando ela chega, nunca a expressão "comic relief" foi tão apropriada.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

quinta-feira, 24 de setembro de 2009


quarta-feira, 23 de setembro de 2009

E por falar em comb over ... Genious!!

terça-feira, 22 de setembro de 2009